
Semana passada passei mal. Mesmo. E muito.
Na hora de sair pra trabalhar me atrasei uns minutos mas ok, “vamos lá que o sol está quente e as obras me aguardam”...
Dentro do carro fui piorando, na primeira obra já me sentia péssima, na segunda fui amparada por meu mestre de obras quando péssima já era adjetivo passado e pequenino para descrever o que eu sentia... :) :)
Meu engenheiro fez a compra mais rápida da sua vida: achou uma farmácia e me trouxe remédio (que infelizmente não adiantou, mas valeu mesmo a intenção :)) Diante da situação nada animadora entrei de novo no carro (voltei a me sentir péssima, o que naquele momento significava uma pequena melhora) e não segui para a terceira obra e sim para casa, mais especificamente para minha caminha onde fiquei com a cabeça girando, girando por horas...
Minha teimosia (de longa data conhecida, amiga do peito, poucas vezes dá um tempinho e se vai...) me fez pensar que estava melhorando. Mas vamos pular a tarde inteira que não há muito a falar além da dor, teimosia, mais dor, menos dor...
E só de noite, após insistência do meu espetacular marido Alberto e da minha grande amiga Eliza eu e minha toalhinha verde-bebê-com-desenhos-de-flores fomos para o hospital. Fomos eu, Alb e a toalhinha (agarrei-me fortemente à ela :)).
E agora cheguei onde queria. (Mas ainda vou contar umas coisinhas até lá... :) )
Na emergência, fiquei no soro (gigantesco, que parecia nunca mais acabar) com remédios e próximo a mim estava um senhor que nitidamente estava muito, muito mal. Eu sentia dor mas ele me ultrapassava fácil. Estava ali com máscara para auxílio da respiração e sua esposa e filho se revezavam ao seu lado agindo os papéis para que ele fosse conduzido à cirurgia, o que de fato não demorou a acontecer. Alb me ajudava na minha dor e impaciência com o soro e remédios e ao nosso lado o drama da família.
Depois da meia-noite, liberada do gigantesco soro eu (ainda agarrada à minha toalhinha verde-bebê-com-desenhos-de-flores) e Alb passamos numa farmácia 24 hs e compramos uma “torrezinha” de remédios que eu deveria tomar por cinco dias (intoxicação alimentar, atenção atenção cuidado com yakosobas no verão!!!) e mesmo economizando palavras porque me sentia enjoada não pude deixar de falar com Alb do que me deixou comovida no hospital:
o carinho do filho com o pai naqueles minutos dolorosos. Com um beijo na testa e frases mostrando que estava ali, aquele filho amenizava os gemidos de dor tão intensos do pai e mostrava a ele que o amava. Um momento mágico na dor.
Alb sentiu o mesmo que eu.
E eu contei isso tudo não para falar da minha dor (que nem foi pouca) mas para falar desse “pequeno instante assistido” por mim e pelo Alb. Pode parecer bobagem mas instantes de carinho, de amor verdadeiro são maravilhosos e percebidos sem necessidade de muita propaganda.
Enfim cada dia mais acredito que precisamos disso:
mais beijos na testa, no rosto, na boca, mais abraços, mais frases de carinho, mais demonstrações verdadeiras de amor!
Beijos (muitos, muitos),
com amor,
Alê
Obs. esta semana retornamos as reuniões!!!! :) :)